Chiquinho Leite Moreira é um dos mais respeitados jornalistas brasileiros especializado em tênis. Trabalhou em diversos jornais, entre eles o Estado de S. Paulo. Tem 25 anos de Roland Garros, 20 de US Open, 18 Wimbledon e cinco Australian Open, entre outros torneios do circuito. Revela sua experiência com histórias de bastidores e informações diferenciadas. Atualmente apresenta o Ace B andsports, todas as terças-feiras, no Bandsports.


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Nadal morde pela 7a. vez a Copa dos Mosqueteiros
às 10h08 - por Chiquinho Leite Moreira

A Copa dos Mosqueteiros já deve estar toda marcada. Pela 7a. vez, Rafael Nadal deixa sua marca registrada, com mordidas no troféu. Estabeleceu um novo recorde, superando Bjorn Borg - por ironia recebeu o prêmio das mãos de outro sueco, Mats Wilander - e na opinião de muitos deverá vencer em Paris por muitos outros anos. Seu nível técnico foi impressionante e o vigor físico então, algo inacreditável. Chegou em bolas aparentemente inalcansáveis e foi inteligente na estratégia.

Novak Djokovic, em sua primeira final em Paris, teve suas chances. Especialmente no domingo, quando a partida foi interrompida. Vinha embalado, mas as chuvas lavaram suas esperanças. Na volta, nesta segunda feira, sacou frio, sem aquela adrenalina da reção do dia anterior. Perdeu seu saque e sem mais uma vantagem jogou preso, voltando a cometer muitos erros, alías como tinha feito no início da partida domingo.

Difícil alguém tirar o troféu de Roland Garros de Nadal. Além dele estar em invejável forma soube catimbar. No domingo, exigiu que a partida fosse suspensa, quando estava sendo atropelado. Nesta segunda-feira, não sei se vocês perceberam, mas no quatro a cinco chamou novamente o árbitro geral e a partida ficou parada alguns minutos. Com isso, fez com que Djoko sacasse pela segunda vez frio. No 11. game deste set, jogou o ponto e depois foi reclamar de uma bola fora. O espanhol estava impossível... com a raquete e sem ela.

Djoko disse na coletiva que 'achou estranha' essa final. É claro, começou no domingo terminou na segunda feira e ele viu ir embora o melhor momento do seu jogo. Preferiu não reclamar e, pelo menos na frente da imprensa internacional, viu o lado bom. "Foi uma honra disputar esta final", afirmou. "Eu poderia ter perido muito antes, como na partida contra o Tsonga". O sérvio também não quis entrar em detalhes sobre a interrrupção no domingo. Concordou apenas que as condições de jogo não eram boas.

Para Nadal, Roland Garros transformou-se na sala de estar de sua casa. Aliás, o hoje entrevistador Cedric Pioline - que já foi dono de uma das esquerdas mais maravilhosas do tênis - perguntou se ainda havia lugar para mais um troféu de Paris em sua casa. É lógico que sempre haverá lugar, ainda mais para o rei do saibro... hoje ainda mais soberano na chamada terra batida.

Roland Garros 2012 termina e deixo Paris cheio de emoção, bons momentos e com boas histórias. Tive boas passagens com Guga, que entra em entrevista exclusiva no Ace Bandsports desta terça-feira. Entrevistas com Maria Sharapova e Petra Kvitova. Reencontros na mídia. Uma boa vista do quarto na rue Boissi d"Anglais, um bom foie gras, escargots, confit de cannard, creme brulle e, é claro, Bordeuax, sem exageros. São tantos detalhes legais e curiosos, que juro estar arrependido e não ter aberto uma conta de twitter. Mas esperava estar narrando essas experiência por uma rádio de São Paulo para entradas ao vivo, da quadra central, das alamedas de RG, do players lounge, do jogo da Bia Maia, dos restaurantes, da cidade, do clima, do ambiente e, é claro, com entrevistas ao vivo, como, por exemplo com o nosso Guga. Mas infelizmente não houve acordo... a bientot.


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Nadal reduz Djoko a pó (de saibro) mas batalha continua
às 15h32 - por Chiquinho Leite Moreira

A chuva levou a decisão de Roland Garros para esta segunda feira à tarde, às 13 horas local. Não lembro que isso tenha acontecido nos últimos anos. Mas, enfim, outro dia novas perspectivas. Neste domingo, nos dois primeiros sets, Rafael Nadal reduziu o atual número um do mundo a pó, de saibro. O domínio foi tamanho que levou Novak Djokovic a ponto de perder a compostura. Ele que criou todo um marketing para ganhar a torcida, falando em francês destuiu toda sua estratégia em apenas dois atos. O primeiro ao atirar a raquete ao chão. O segundo ao chutar o banco de descanso nos intervalos, quebrá-lo, obrigando a sua troca.

Não se pode perdoar, nem justificar, mas o explosivo comportamento do sérvio devia-se a incrível atuação de Nadal. O tenista espanhol esbanjou categoria e vigor físico. Nada que Djoko buscasse surtia efeito diante do verdadeiro bombardeio que vinha do paredão espanhol. Depois de marcar 64 e 63, a situação começou a mudar. E a batalha continua.

A tensão era evidente entre os dois tenistas. Enquanto Djokovic era advertido pelo o uso inadequado da raquete, Nadal discutia com o juiz de cadeira. Dava para se ouvir a distância o espanhol reclamando que a quadra estava escorregadia e, por isso, não se sentia mais seguro para continuar jogando. Ao seu estilo, um piso sem grip seria mesmo perigoso. O juiz de cadeira chegou até a soltar um palavrão, que para muitos foi interpretado como agressão. Mas a corrente isenta de torcida ou preferências pelo campeão admitiu que tudo não passou de uma expressão forte, de quem estaria saturado com mais uma interrupção pela chuva.

Para esta segunda fica a dúvida sobre a torcida. Os organizadores mantém a validade do ingresso, mas ainda assim não sei se a Philippe Chatrier estará lotada. Vamos aguardar pois o dia promete ser emocionante.

 

 


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