E agora Nadal?
às
15h43 - por
Chiquinho Leite Moreira
Não importa se você seja Federista, Nadalista, fã do Djokovic, ou mesmo tenha começado a curtir o jogo do Murray, depois da conquista do ouro olímpico. O legal de uma competição é contar com todos os grandes em ação. Para um ou para outro, a ausência do espanhol do US Open pode significar o caminho aberto para o seu preferido, mas, na verdade, o mundo do tênis só tem a lamentar o início de um Grand Slam sem a presença completa do quarteto fantástico.
Não sei muito bem o anda acontecendo com Nadal. As notícias são escassas mesmo entre meus colegas espanhóis. Mas um fato chama a atenção: o de sua volta estar sendo postergada gradativamente. Primeiro deixou a Olimpíada, depois Toronto e Cincinnati e agora o US Open. O staff de um jogador como Nadal sabe muito bem o que tem pela frente. Mas entendo a situação em razão de um detalhe característico a um tenista, seja ele top 10 ou top 1000: o incrível desejo de entar em quadra. Para isso, basta o médico ou o treinador abrir uma fresta para estar pronto a entrar em ação, para defender pontos, ou mesmo defender a grana. Nadal não foge a regra. E, por isso, o mais triste com essa história toda deve ser ele mesmo.
Para quem acreditava que a tendinite tenha sido apenas uma desculpa a sua derrota para Rosol, em Wimbledon, a resposta veio tarde, mas forte. De qualquer maneira, esta lesão terá consequências ainda maiores. É muito provavel que o espanhol perca a condição de número três do mundo, pois defende pontos de finalista em Nova York. O seu ano também pode estar comprometido. E talvez como sugere um fã do espanhol no jornal A Marca, o ideal seja concentrar-se para 2013. Acho que ainda há muito pela frente, mas nunca é demais lembrar que o calendário agora coloca apenas torneios em quadra duras, difíceis de encarar para quem tem um problema no joelho.
E agora Nadal? A resposta não deve vir tão cedo. Além disso, nas próximas semanas com a proximidade e a disputa do US Open, a situação do tenista espanhol cai para segundo plano e poderá então pensar, refletir, em qual será o seu melhor caminho. Sua carreira sempre foi marcada pela determinação e pela superação. Não há como negar que o problema é sério, mas certamente ele estará de volta para completar o quarteto fantástico do tênis mundial.