Davis e o efeito ioiô
às
18h50 - por
Chiquinho Leite Moreira
É claro que a esperança é a última que morre. Mas as chances de o Brasil derrotar os Estados Unidos são remotas. Especialmente pelo fato de os norte-americanos jogarem em casa, muito provavelmente numa quadra rápida, com os canhões de John Isner e Sam Querrey, além da indiscutível força dos irmãos Bob e Mike Bryan. Com este sorteio, o tênis brasileiro pode entrar no que se chama de efeito ioiô... sobe e desce. Só que sem querer ser otimista, a verdade é que no caso de uma derrota na primeira rodada da competição no próximo ano, de 1 a 3 de fevereiro, a equipe brasileira mantém-se no playoff. Ou seja, não faz aquele caminho tortuoso por adversários regionais - do zonal americano -, muitas vezes sem grandes motivações e não menos perigosos.
Esta é uma característica da Copa Davis. É claro que depois de tanto tempo fora do Grupo Mundial a torcida seria por jogar em casa. Mas sinceramente não vejo motivos para desespero. Não entendi muito bem a notícia em que João Zwetsch estaria numa 'surpresa'. Acho que não passa de um exercício para ampliar a divulgação de uma coisa ou outra. O treinador gaúcho é consciente do que faz e sabe melhor do que nós das limitações do time brasileiro e as condições em que devem se realizar o confronto. Acho que a surpresa seria o Brasil vencer os Estados Unidos...e acreditar não faz mal a ninguém. Só faltou perguntar como?