Brasil na mira dos grandes eventos
às
18h53 - por
Chiquinho Leite Moreira
A notícia de que estão esgotados os ingressos para os dias de jogos de Roger Federer, a preços significativos, acaba com a única dúvida que pairava sobre os maiores dirigentes do tênis internacional em promover eventos de grande porte no Brasil. Como se sabe, existe uma recente tendência em se colocar o ATP Finals nos países em que serão sede dos Jogos Olímpicos. Foi assim na China e na Inglaterra. E por que não no Brasil?
Em conversa com André Silva, hoje alto dirigente da ATP, em uma de suas visitas ao Brasil, ele foi claro em dizer que sua associação estava plenamente satisfeita com os resultados de Londres. Trocando em miudos, o torneio realizado ao final das temporadas na O2 Arena é altamente lucrativo. Bons contratos de transmissão por tevê, bela organização, bom estádio e, sobretudo, uma bilheteria compensadora. Depois recebi uma explicação coerente: a de que vir para o Brasil significaria um bom investimento, mas com lucratividade a longo prazo.
É claro que não temos uma O2 Arena, mas isso não foi obstáculo suficiente para esgotar-se os ingressos num Ginásio do Ibirapuera já totalmente ultrapassado, sem conforto, estrutura, ar condicionado, estacionamento e esta lista seguiria por caminhos intermináveis. Acredito que até 2014, o Rio já tenha inclusive criado uma estrutura, pois o ATP 500 estaria para ser disputado nestas novas instalações. Além disso, a Prefeitura do Rio já patrocina a ATP. Vejo isso como um compromisso.
Além de Federer e boa cia, como Maria Sharapova, Venus Williams, o duelo entre Novak Djokovic de Guga Kuerten também promete. Esta semana também está sendo anunciado um novo torneio. Li também que em outubro teremos uma sequência de torneios juvenis. Enfim, o tênis brasileiro está se solidificando em diversas bases, todas muito importantes.